em
fado
se
foda
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Onírico
Não ouço a lira
(pura?)
do outro lado.
versos
(cândidos?)
Não escuto o que vem
da outra margem.
Transido de algum
(sentimento).
(sentimento?)
Escuto.
Lá estamos, compondo novas melodias
e versos.
Lá, tudo é real.
Meus verdadeiros temores;
todos os meus amores.
Lá estamos, Fernando!
Jantando à mesa, eu e eu. eu.
Flautas, fotografias, palavras,
criando o universo.
Todos quantos eu sou.
...
Desperto.
  (sou?)...
(pura?)
do outro lado.
versos
(cândidos?)
Não escuto o que vem
da outra margem.
Transido de algum
(sentimento).
(sentimento?)
Escuto.
Lá estamos, compondo novas melodias
e versos.
Lá, tudo é real.
Meus verdadeiros temores;
todos os meus amores.
Lá estamos, Fernando!
Jantando à mesa, eu e eu. eu.
Flautas, fotografias, palavras,
criando o universo.
Todos quantos eu sou.
...
Desperto.
  (sou?)...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Quick fix
Meus últimos versos
se perderam...
Foram
palavras,
tão somente
palavras.
A poesia em
palavras,
versos vazios -
de significado
e de razão
para quem lê.
A poesia em
palavras,
palavras
tão somente.
Palavras
isoladas,
que não lograram fugir.
Palavras
Tolhidas no pensar,
presas à estaca
implacável do eu dentro do eu.
Queriam elas estrugir,
rugir e bradar
a liberdade;
queriam sua própria
transfiguração em outras artes.
Mas apenas palram no ermo;
plangem o fracasso
e a soledade.
Terminam assim,
presas em mim;
isoladas em um único verso sobre
palavras;
encerradas em si mesmas.
A poesia em
palavras,
palavras
tão somente.
se perderam...
Foram
palavras,
tão somente
palavras.
A poesia em
palavras,
versos vazios -
de significado
e de razão
para quem lê.
A poesia em
palavras,
palavras
tão somente.
Palavras
isoladas,
que não lograram fugir.
Palavras
Tolhidas no pensar,
presas à estaca
implacável do eu dentro do eu.
Queriam elas estrugir,
rugir e bradar
a liberdade;
queriam sua própria
transfiguração em outras artes.
Mas apenas palram no ermo;
plangem o fracasso
e a soledade.
Terminam assim,
presas em mim;
isoladas em um único verso sobre
palavras;
encerradas em si mesmas.
A poesia em
palavras,
palavras
tão somente.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
- Relaxe - ela me disse.
- Estou relaxado. Só não gosto de vê-la se atormentando por isso. Com um corpo escultural de que vale umas marcas no rosto?
- É coisa de adolescente...
- É apenas acne!
- Não é apenas acne. Tenho vontade de arrancar meu rosto fora e não sair de casa.
- Diabo! O quão vale pra você?
- É feio.
- E quem em sã consciência se importa com algo assim?! Nós somos casados há anos! Eu não ligo pra isso.
- Mas é feio.
Silêncio. Passos. Chaves. Fechadura. Batida. Ignição. Ronco. Pneus. Mais batida. Bar. Amigos. Cerveja. Horas. Embriaguez.
Ignição. Ronco. Pneus. Freio. Batida. Descompassos. Soluço. Chave. Vertigem. Fechadura. Batida.
- Olha meu rosto, amor! Que horrível!
- Arte...
- Arte?
- No bar, um amigo me disse: qualquer merda é arte...
Diálogos.
Gostaria de agradecer ao amigo Gabriel Magalhães, que, ultimamente, vem escrevendo muito bem.
- Estou relaxado. Só não gosto de vê-la se atormentando por isso. Com um corpo escultural de que vale umas marcas no rosto?
- É coisa de adolescente...
- É apenas acne!
- Não é apenas acne. Tenho vontade de arrancar meu rosto fora e não sair de casa.
- Diabo! O quão vale pra você?
- É feio.
- E quem em sã consciência se importa com algo assim?! Nós somos casados há anos! Eu não ligo pra isso.
- Mas é feio.
Silêncio. Passos. Chaves. Fechadura. Batida. Ignição. Ronco. Pneus. Mais batida. Bar. Amigos. Cerveja. Horas. Embriaguez.
Ignição. Ronco. Pneus. Freio. Batida. Descompassos. Soluço. Chave. Vertigem. Fechadura. Batida.
- Olha meu rosto, amor! Que horrível!
- Arte...
- Arte?
- No bar, um amigo me disse: qualquer merda é arte...
Diálogos.
Gostaria de agradecer ao amigo Gabriel Magalhães, que, ultimamente, vem escrevendo muito bem.
Assinar:
Postagens (Atom)
