"Minha dor, eu a guardo no peito",
diz São Pedro ao chão.
"Qual São jorge guarda a lua".
Jorge, santo que é,
guarda um Pedro pueril;
mas Pedro nega, nega, nega.
Eis que os dois arrebatam:
São Jorge vai à lua,
São pedro vai ao céu.
São Jorge mancha a lua,
e São Pedro manda a garoa.
Valha-nos, guarda-chuva!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Caindo
Versos são medidas que se reduzem
Tiro qualquer sílaba daqui...
Agora já se foram duas
que resvalam pelas mãos.
E esse versinho meu,
Redondo e pequeno,
Só se despede
de você
assim:
Tchau.
Tiro qualquer sílaba daqui...
Agora já se foram duas
que resvalam pelas mãos.
E esse versinho meu,
Redondo e pequeno,
Só se despede
de você
assim:
Tchau.
sábado, 13 de março de 2010
Poesia Alheia
Diga-me, amor
Por que me ignoras?
Por que escondes sorrisos
Mostrando-me a nuca?
Por que tuas palavras sopram em outros ouvidos?
Por que não me consolas
Em meu leito,
Onde posso moldar-te
E desfazer-te?
Por que caminhas
Por outras vielas,
Onde não posso compartilhar de ti,
Alegria?
Gabriel Magalhães
Por que me ignoras?
Por que escondes sorrisos
Mostrando-me a nuca?
Por que tuas palavras sopram em outros ouvidos?
Por que não me consolas
Em meu leito,
Onde posso moldar-te
E desfazer-te?
Por que caminhas
Por outras vielas,
Onde não posso compartilhar de ti,
Alegria?
Gabriel Magalhães
quarta-feira, 10 de março de 2010
Sentir e crer
Vou idiota, qual quixote,
amar parte do outro lado:
esse delírio além mar.
Tudo desatina enquanto cala
a voz...
Maneiros são os reclassificados;
sou apenas sonhador, sem requintes
ou sonhos bem estruturados.
amar parte do outro lado:
esse delírio além mar.
Tudo desatina enquanto cala
a voz...
Maneiros são os reclassificados;
sou apenas sonhador, sem requintes
ou sonhos bem estruturados.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Inércia
Tantas pedras no pensar,
poucas horas, horas, horas,
as quais, outrora, podiam contar.
Elas, as horas costumam agora sincopar.
Sem cerimônias, logo penso que
o dia em que de fato existi
foi aquele que nunca conheci.
poucas horas, horas, horas,
as quais, outrora, podiam contar.
Elas, as horas costumam agora sincopar.
Sem cerimônias, logo penso que
o dia em que de fato existi
foi aquele que nunca conheci.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Poesia Alheia
- Controvérsias -
Ele diz conhecer as regras do jogo...
Mas que balela - deixa que eu jogo!
Se brincar de rimar não tem segredo
Começo logo a pensar num novo enredo
De que se tenha muita coisa pra falar
Alguma rima quase tão leve
E tão rica quanto o ar...
Mas ele insiste com as palavras
Que sabe de cor
E teima que nelas o poeta
Enxerga a cor
Enquanto eu penso
Que regrar é o pior
Ele crê que as regras
Têm valór!
Cesar Carvalho
Um grande amigo e professor.
myspace.com/cesarcarvalho
Ele diz conhecer as regras do jogo...
Mas que balela - deixa que eu jogo!
Se brincar de rimar não tem segredo
Começo logo a pensar num novo enredo
De que se tenha muita coisa pra falar
Alguma rima quase tão leve
E tão rica quanto o ar...
Mas ele insiste com as palavras
Que sabe de cor
E teima que nelas o poeta
Enxerga a cor
Enquanto eu penso
Que regrar é o pior
Ele crê que as regras
Têm valór!
Cesar Carvalho
Um grande amigo e professor.
myspace.com/cesarcarvalho
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Propaganda
Corações esfarelados?
Resquícios de sono
embaixo do sofá?
Amores empoeirados
no chão do salão
de espera?
Ou ainda cacos
de saudade?
Aspirador!
Resquícios de sono
embaixo do sofá?
Amores empoeirados
no chão do salão
de espera?
Ou ainda cacos
de saudade?
Aspirador!
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