“Passou, pois, a vestir seu corpo como seus semelhantes. Aprendeu a ser cego e tolerar suas angústias. Agora, era marcado. Era como Caim, filho de Adão; como o gado que se reconhece pelo brasão de seu dono”.
Cinira Bastos
Seria fatal para um colosso de pedra
Secar as lágrimas de sua face;
Seria perigoso para ele caminhar
Em busca daquilo que não se sabe,
Pois acontece que uma brisa o abale
E o chão encontrem mil pedaços de pedra.
Posto isso, alguém no futuro fará um poço
Dos mil restos iguais de pedra
Que um dia foram um colosso.
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