terça-feira, 26 de abril de 2011

Carta ao cajueiro

Cajueiro, cajueiro,
de onde caí quando era jovem,
por onde andas, meu amigo?
Penso em ti toda vez que chove.

Cajueiro, cajueiro,
de onde caí quando era jovem,
escrevo-lhe para dizer
que caí e doeu, doeu.

Cajueiro, ah!, cajueiro,
que vida amarga, meu amigo!
A gente tenta tantas vezes,
que o amor acaba inibido.

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