01. porque a palavra, já que dita, não é palavra, antes de ouvida.
02. porque se há de ser dito, e se convém que se ouça, que seja dito com cacofatos e microfonias, pra que, assim, quem ouça também diga.
03. porque haja uma leva de gente, por fatalidade geográfica, no mesmo tempo e à mesma inação.
04. porque a informação não se pertence e a posse de ter é a posse de dar e é essa posse que reivindicamos.
05. porque a palavra há de existir para além de quem a diga, mas não para além dela, porque a palavra está para além de nada.
06. porque pra além do caroço, que é quase tudo, existe a casca, que se quebra, e existe a polpa, que se quer:
pitomba!
  Bruno Azevêdo
Assinar:
Postar comentários (Atom)

hehe... o fator social da palavra...
ResponderExcluiralias, pitomba é uma fruta deliciosa. é meio azeda, e a poupa é só uma raspinha em volta do caroço. Bela comparação!