Os desalentados vejam a saudade:
não tem cor, não tem idade.
Tem, por sorte, uma nacionalidade
que o tempo lhe deu.
Os infortunados vejam o poeta:
só tem a dor que o afeta.
porventura, não segue a reta
que o caminho ofereceu.
Por final, o mundo veja o amor:
tem seu tempo, tem sua dor,
mas também tem o sabor
que o poeta concedeu.
-
Faz três anos que escrevi esses versos. Envelhecemos e emburrecemos.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Manifesto Pitomba
01. porque a palavra, já que dita, não é palavra, antes de ouvida.
02. porque se há de ser dito, e se convém que se ouça, que seja dito com cacofatos e microfonias, pra que, assim, quem ouça também diga.
03. porque haja uma leva de gente, por fatalidade geográfica, no mesmo tempo e à mesma inação.
04. porque a informação não se pertence e a posse de ter é a posse de dar e é essa posse que reivindicamos.
05. porque a palavra há de existir para além de quem a diga, mas não para além dela, porque a palavra está para além de nada.
06. porque pra além do caroço, que é quase tudo, existe a casca, que se quebra, e existe a polpa, que se quer:
pitomba!
  Bruno Azevêdo
02. porque se há de ser dito, e se convém que se ouça, que seja dito com cacofatos e microfonias, pra que, assim, quem ouça também diga.
03. porque haja uma leva de gente, por fatalidade geográfica, no mesmo tempo e à mesma inação.
04. porque a informação não se pertence e a posse de ter é a posse de dar e é essa posse que reivindicamos.
05. porque a palavra há de existir para além de quem a diga, mas não para além dela, porque a palavra está para além de nada.
06. porque pra além do caroço, que é quase tudo, existe a casca, que se quebra, e existe a polpa, que se quer:
pitomba!
  Bruno Azevêdo
terça-feira, 22 de março de 2011
Polarizado
Estendo minha a mão a ti.
Eu, desesperado,
apelo.
Tu me vês dessa margem
com os meus próprios olhos.
Vejo minhas mãos.
E elas negam a si próprias.
Mas é preciso que te olhes;
é preciso afogar-te neste lago,
para que eu torne a respirar.
Eu, desesperado,
apelo.
Tu me vês dessa margem
com os meus próprios olhos.
Vejo minhas mãos.
E elas negam a si próprias.
Mas é preciso que te olhes;
é preciso afogar-te neste lago,
para que eu torne a respirar.
sexta-feira, 18 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Poesia Alheia
Ultimos dias
Meus ultimos dias,
entendo uma saudade
quando te encontro, sem te ver
saudade do que não vi.
Meus ultimos dias, tenho falado
com um espelho
sem medo de me abrir
mesmo quando olho pro seu sorriso
exposto em uma foto
ele é lindo, não precisa estar aqui.
Meus ultimos dias
estão sem rimas
não quero prosar nada
quero continuar falando com o meu espelho.
Fábio Leoni
Meus ultimos dias,
entendo uma saudade
quando te encontro, sem te ver
saudade do que não vi.
Meus ultimos dias, tenho falado
com um espelho
sem medo de me abrir
mesmo quando olho pro seu sorriso
exposto em uma foto
ele é lindo, não precisa estar aqui.
Meus ultimos dias
estão sem rimas
não quero prosar nada
quero continuar falando com o meu espelho.
Fábio Leoni
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