terça-feira, 14 de setembro de 2010

A mulher desesperou-se - Não há nada mais para vender. Enquanto isso, o que nós vamos comer? - perguntou a mulher, agarrando o Coronel pelo colarinho.
Sacudiu-o com força.
- Diga, o que nós vamos comer?
O Coronel precisou de setenta e cinco anos - os setenta e cinco anos de sua vida, minuto a minuto - para chegar àquele instante. Sentiu-se puro, explícito, invencível, no momento de responder:
- Merda.

"Ninguém Escreve ao Coronel", Gabriel García Márquez.

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